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Matérias escolares x Jogos

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Quem tem o costume de jogar jogos eletrônicos, independente da plataforma, em algum momentto já deve ter se perguntado como foi feito certo jogo. E com certeza a maioria dos gamers já tiveram ao menos um momento em que pensaram: “Se eu tivesse feito esse jogo, isso não seria assim.” . Mas o quê de fato é necessário para se fazer um jogo?

Não são poucas as competências dos desenvolvedores de jogos atuais, e se você pensava que todas as matérias da escola eram inúteis, para a criação de jogos elas são essenciais.

 

Além de números

Antes do desenvolvimento de qualquer jogo, ele é minuciosamente planejado em todos os seus futuros aspectos, mas não são apenas os movimentos e formas, mas também toda a lógica por trás da jogatina principal.
São feitos algoritmos complexos para toda e qualquer ação que o personagem irá desempenhar, por exemplo: Quando você aperta o botão de tiro, dentro do jogo, uma ação é disparada que verifica desde a quantidade de munição necessária para o tiro, os ângulos do disparo, a reação do alvo se for atingido e em alguns casos, até mesmo o vento simulado dentro do jogo. Tudo isso é feito tão rapidamente pelo pelo CPU e pela GPU que nem percebemos.

 

Para o jogo funcionar bem, reações secundárias também são desempenhadas, seguindo o exemplo do tiro, uma reação que poderia acontecer é caso haja algum inimigo próximo ele “ouvirá” o barulho e irá na sua direção. Porém, isso é um exemplo, porquê a coisa é muito mais complexa, esse é o árduo trabalho dos programadores.

 

A física do não-físico

O fato dos jogos rodarem dentro de video games, computadores ou smartphones, não quer dizer que eles não são afetados pela física, como os jogos são criados, a física também é, e é aí que começa a se notar o trabalho da Game Engine, que possui vastas bibliotecas de padrões para os programadores, desenvolvedores e level designers criarem as leis que vão reger o mundo fictício do jogo. De certa forma é como brincar de deus, criando a gravidade, decidindo a densidade da água, a força de um possível vento e até mesmo a dissipação do som pode ser personalizada para criar um mundo ideal para o desenrolar da história

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Visuais complexos

Pode até não parecer, mas os belos gráficos que temos hoje são um conjunto de vários dos conhecimentos que usamos no mundo real. Para criar fumaça, usa-se o sistema de partículas, elas são minúsculos pedaços da matéria que quando juntos nos apresentam um show muito bem coordenado pelas ações dos designers, como em uma exibição de fogos de artifício controlada em seus mínimos detalhes – Veja que você não aprendeu química em vão.

 mario fogos artificio

E para se desenhar o corpo dos personagens, humanos ou não, precisa-se saber bastante sobre anatomia, o que entra na parte da biologia. O curioso é que mesmo fazendo um monstro disforme de qualquer forma de vida conhecida na terra, o conceito da biologia estará presente, pois é impresindível determinar “parentes” para ele, um bom exemplo é o de um dragão. Nós não costumamos ver dragões voando por aí ( A não ser no ano novo chinês), então usa-se como referência um réptil qualquer que pode ser uma lagartixa ou um jacaré e adiciona-se as asas, do mesmo modo um unicórnio, que não passa de um cavalo com um chifre colado na testa e poderes místicos.

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Não são só ciências

Quem pensa que só as ciências da natureza que importam no desenvolvimento de um jogo se engana!

Também é preciso mandar bem em geografia, por quê você não quer fazer um mundo totalmente incorreto e de formas esquisitas, não é? Embora isso seja legal, é necessário que se saiba muito bem o que está fazendo, e isso pode ser observado em jogos de mundo aberto, como The Elder Scrolls V: Skyrim, ou você acha que eles fizeram aquele imenso e maravilhoso mundo sem querer?

 

Também é importante saber português para ter uma boa comunicação com o jogador, e é desejável saber inglês também, pois a maioria das ferramentas estão nesse idioma.

Além do idioma também é muito desejável ter conhecimentos em literatura para conhecer e criar um enredo viciante e coeso, afinal, jogos com uma boa história são sempre os melhores, quem já jogou a série Final Fantasy ou Bioshock sabe que uma boa história faz toda a diferença na experiência final.

Embora não pareça que a escola vá ajudar na vida de um gamer, saber as coisas é essencial, então se você pretende desenvolver jogos de sucesso, saiba que estudar sobre tudo é importante, seja para isso ou qualquer outra coisa que você vá fazer. Por isso pare de matar aula e vá estudar para ser um desenvolvedor de respeito!

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